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sábado, 25 de novembro de 2017


A paixão do campinense pelas motos é grande, não é à toa, que a associação “Falcões da Serra” é conhecida nacionalmente.
  
Só que voltaremos um pouco mais no tempo e falaremos do primeiro motoclube de nossa cidade, chamado “Campinense Moto Clube” e que foi fundado em 13 de julho de 1957. A dica desta postagem foi do colaborador José Alexandre Pereira, que nos relatou o seguinte: “O que sabemos é que o presidente e fundador era o senhor José Guedes que tinha uma oficina de motos na Rua Arrojado Lisboa nº 250, vizinho à sede do Campinense Moto Clube onde hoje é uma loja de equipamentos de segurança e que antes funcionou a fabrica de luvas Cotecil”.

Alexandre nos mandou algumas fotos do senhor Assis de Aquino, ex-funcionário da Justiça Federal, que em 1963 participou da associação pioneira de nossa cidade:
Assis de Aquino com sua “possante” tendo ao fundo, o antigo prédio 
da Secretaria de Obras de Campina Grande, PB.
  
Segundo Alexandre, o famoso “Tio Bel” do Motel pioneiro de nossa cidade “Bel Recanto”, foi outro dos fundadores do Moto Clube:

Tio Bel com amigo


Assis de Aquino sempre foi entusiasta das motos e na foto abaixo, podemos visualizá-lo no comando de uma “Java 1957”, que era usada pela Polícia Rodoviária nos anos 60 e 70:
  
O Campinense Moto Clube durou até o final dos anos 60: “Os adeptos de motocicletas passaram a se reunir na Praça da Bandeira no Bar do Joca onde hoje é o Shopping Edson Diniz”, contou Alexandre.

Carteira do clube, sendo o Sr. Assis o segundo mais velho do Brasil a pilotar moto acima de 500cc,

sendo o primeiro o "Tio Bel" com 94 anos, que ainda viaja com os "Tropeiros do Asfalto".

Mais um “retalho” de nossa história.



Fonte: Retalho Histórico de Campina Grande

sábado, 11 de março de 2017

O capacete para motociclista é uma proteção utilizada na cabeça por condutores e passageiros de motocicletas. Tem a finalidade principal de proteger o crânio dos ocupantes da motocicleta em caso de impacto, prevenindo ou reduzindo os danos e as lesões que poderiam ser causadas em caso de queda e impacto, além de proteger os olhos ao pilotar em velocidade e prover conforto contra frio e a chuva.

Alguns capacetes para motociclista oferecem recursos tais como ventilação adicionais, proteções faciais e para os ouvidos, rádio comunicadores, e eventualmente, suporte acoplado para equipamento de hidratação do condutor.

História do capacete - como surgiu o capacete para motociclista



Thomas Edward Lawrence, conhecido mundialmente como Lawrence da Arábia, teve um acidente pilotando uma Brough Superior SS100 em uma estreita estrada perto de sua casa de campo em Clouds Hill, Inglaterra, no dia 13 de maio de 1935. O acidente ocorreu por causa de uma depressão na estrada, que deixou obstruída sua visão de dois garotos que andavam em suas bicicletas. Ao tentar desviar-se deles, Lawrence perdeu o controle e foi jogado por cima do guidão. Ele não estava usando um capacete, e por isso, sofreu graves lesões na cabeça que o deixaram em coma, vindo a falecer depois de seis dias no hospital. Um dos médicos que o atendeu foi o neurocirurgião Hugh Cairns, que começou um longo estudo que ele chamou de: "Perda desnecessária de vidas por pilotos de motocicleta devido a ferimentos na cabeça".

Graças ao detalhado e amplo estudo de Cairns, o exército inglês desenvolveu e passou a utilizar capacetes para os seus soldados que se deslocavam com motocicletas. Essa prática acabou sendo seguida pelos civis, o que resultou na criação posterior de uma legislação que obrigava o uso de capacetes pelos motociclistas na Inglaterra, que foi seguida posteriormente pela maioria dos países do mundo.



A legislação sobre o uso de capacetes pelos motociclistas

Os capacetes reduzem significativamente as lesões corporais e mortes em acidentes envolvendo motocicletas, assim, muitos países têm leis que não só obrigam o uso de capacetes pelos ocupantes das motocicletas, mas também determinam os requisitos mínimos aceitáveis para sua comercialização. Essas leis variam consideravelmente entre os países.

Em todo o mundo, muitos países têm definido seus próprios conjuntos de padrões que são utilizados para avaliar a eficácia de um capacete motociclístico em um acidente e, assim, definir o padrão mínimo aceitável.

Entre eles estão:


  • AS 1698 (Austrália)
  • NBR/ABNT 7471 (Brasil)
  • CSA CAN3-D230-M85 (Canadá)
  • SNI (Indonésia)
  • JIS T8133 (Japão)
  • NZ 5430 (Nova Zelândia)
  • IS 4151 (Índia)
  • ECE 22.05 (Europa)
  • DOT FMVSS 218 (EUA)
  • Snell M 2005 - 2005 Helmet Standard For Use in Motorcycling (EUA)


Tipos de capacetes

Existem diversas modalidade e tipos de capacetes, entre eles:


  • Capacetes abertos, isto é, que não oferecem proteção para o queixo;
  • Capacetes fechados, nos quais o casco segue abaixo da viseira, protegendo o queixo;
  • Capacetes articulados, em que a proteção para o queixo é removível (conhecido no Brasil como Robocop e utilizado pela ROCAM);
  • Capacetes para off-road, que têm a proteção sobre o queixo, mas não têm viseira, devendo ser utilizados em conjunto com óculos de segurança.


No Brasil, todos os capacetes para motociclismo devem ser certificados pelo Inmetro e conter etiqueta com sua data de fabricação. A legislação não especifica um prazo de validade para os capacetes, mas a maioria dos fabricantes recomendam a sua substituição após três anos de fabricação, independentemente de terem sido usados, com a justificativa de que com o tempo o material deixa de oferecer a segurança necessária. O uso do capacete é obrigatório em todo o país.

É bastante comum o uso, principalmente por usuários de motos custom, do capacete estilo coquinho, que cobre apenas a parte superior da cabeça, não tendo viseira nem qualquer proteção abaixo da linha da orelha. O uso desses capacetes por motociclistas é ilegal, pois esse tipo de capacete não é certificado pelo Inmetro.

Há diversos fabricantes de capacetes para motociclistas no Brasil e também grande oferta de capacetes importados. Algumas marcas conhecidas: Shoei, Arai, Bieffe, VAZ9 , Taurus, CMS, Shark, EBF, Peels, Fly, Fox, LS2, No Risk, AGV e Vallen.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016


 
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